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Foto: AP Photo/Evan Vucci

Esta é uma pergunta que tenho tentado responder nos últimos dias. Eu me lembro perfeitamente do dia em que ele foi eleito presidente: estávamos todos em uma festa, acreditando que se tratava apenas de uma piada e que, obviamente, ele nunca se tornaria presidente. A madrugada se tornou um pesadelo e muitos americanos choravam pelos cantos sem acreditar no resultado.

O tempo passou e, de uma maneira ou de outra, aquela política tacanha frutificou. Vimos o Brexit no Reino Unido, Bolsonaro no Brasil e uma onda de extrema direita varrer o planeta. As consequências disso são claras: xenofobia, racismo, nacionalismo, ressurgimento de uma religiosidade que deseja impor seus valores a todos. …


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Photo by Patrick Fore

Writing is a difficult process, it’s like bleeding into a blank page, translating feelings, frustrations, resentment and joy into sentences. I like the idea of writing as bringing words into existence; it is finally there, physically, something that only existed in your head is finally out in the world.

During the last couple of months I have worked on my first book. I’m still revising it and working with some editors in order to put out there the best version of it. …


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YO. I’m Pericles Carvalho.
I’m a journalist and photojournalist currently based in Lisbon.

I have worked for media outlets and organizations as a journalists — including Jutland Station, in Denmark, the Pontifical Catholic University, in Brazil, and Unicef in Cambodia.

I earned my master degree in Journalism, Media and Globalization at Aarhus University (Denmark) and Swansea University (UK). In this blog I share personal essays and other pieces of work.

My main focus is to write about life as it happens with focus on human interest stories.

You can check my CV clicking HERE.


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A cidade de Spectre em Peixe Grande

Nos últimos dias tenho buscado memórias, indo atrás de fotos na tentativa de recuperar momentos que se perderam em meio a este mundo digital no qual vivemos. Nessa busca incessante por rastros que podem ao menos dar pistas sobre quem sou hoje, acabei me deparando com lembranças de um tempo importante — o tempo em que descobria o mundo.

Eu tomo emprestado como referência aspectos do filme Peixe Grande, dirigido por Tim Burton. O conto fantástico narra a história de Edward e suas aventuras e viagens. Em meio à jornada ele se depara com uma nova cidade, isolada do mundo, Spectre (ou Espectro). …


“Why can’t I write something that would awake the dead? That pursuit is what burns most deeply.”

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Patti Smith and Robert Mapplethorpe.

The legendary Chelsea Hotel, the filthy and violent streets of Lower Manhattan and young artists looking for inspiration, searching for themselves. This is the mythical New York City during the 60s and the 70s. The beat generation was long gone, giving space to a new form of contestation — the pop art, the erotism, the performance: all happening in the midst of the Vietnam war and a wave of a conservative political movement in America.

Those were days of a brand new vagabond life in the big apple; and the city itself was a very different place if compared to what we have nowadays. Crime was skyrocketing and Manhattan was sort of a decadent avant guarde place in which dreams and art would be possible for any foreigner trying to cut ties with a traditional upbringing. It was an imaginary place rather than a real one, although were do artists live? …


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Sonhei que estava viajando pela Jordânia e acordei com aquela sensação estranha, porém familiar, de estar em algum lugar do mundo absolutamente desconhecido. Tal sensação veio acompanhada pela incerteza dos últimos dias e o fato de que tenho passado muito tempo comigo mesmo.

Preciso explicar que o dia começou estranho também por outro motivo: hoje, 14 de Maio, é o dia do meu aniversário. Hoje completo 31 anos de vida muitos planos na cabeça e sempre certo sobre as coisas das quais não gosto.

Não gosto de cebola, por exemplo, nunca gostei. Estou aprendendo a gostar em doses homeopáticas, geralmente em pó. Também não gosto de preconceitos e confesso que travo lutas épicas comigo mesmo sempre que preciso me desconstruir e abandonar preconceitos que tenho. Também não gosto de calor, prefiro os dias de chuva e o inverno. …


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Somos frágeis e passamos com um sopro

“Eu sou eu e minha circunstância, e se não salvo a ela, não me salvo a mim.”

- José Ortega y Gasset

Esta frase me acompanha há muito tempo e tem um peso enorme na maneira como vejo e interpreto o mundo que me cerca. Explico melhor: sou millennial e creio que há pelo menos dois ou três momentos que definiram a minha existência, ou ao menos indicaram caminhos pelos quais percorri a vida ao longo de três bem vividas décadas.

Acredito na efemeridade da vida e no pressuposto de que tudo é vaidade. Nós, seres tão pequenos e ínfimos, diante da imensidão do cosmos, passamos como as flores do jardim, como um sopro. Diante deste fato, a maneira com a qual lemos o mundo é míope, quase cega, mas ainda assim pode dizer muito sobre quem nos tornamos. …


Shooting strangers in the alleys of Portugal

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I was speaking to a friend of mine about lost dreams, and what I enjoyed the most in life.

He encouraged me to go back to photography and writing in a way to find myself once again. Inspired by his words, I put my hands on an old Canon AE-1; since Journalism school I haven’t really worked with film despite owning a lomography camera which I use occasionally.

During the last 3 months I’ve been immersed on photojournalism and street photography readings, and I decided to go through the articles and the writing process of journalists such as Gay Talese and Hunter Thompson, as I did in college. …


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Come gather ‘round, people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You’ll be drenched to the bone
If your time to you is worth savin’
And you better start swimmin’
Or you’ll sink like a stone
For the times they are a-changin’

Não sei decifrar o peso dos 30 — afinal de contas, não sou mais tão jovem, mas ainda não sou velho. Estou no limbo, na incerteza, ainda em busca de uma cidade, uma identidade e um lugar seguro para reclinar a cabeça.

Confesso que não dei boas vindas ao novo ano, sou péssimo nisso. Eles chegaram de fininho e eu até gostaria de me esquivar e continuar vivendo como se nada estivesse acontecendo. A verdade é que não posso conter os pensamentos e as ideias malucas que vão brotando do nada e, deste modo, meus aniversários pós-25 anos vão criando contornos próprios, nem sempre tão festivos. …


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April to June 2014 | Aarhus, Denmark

“No man was ever alone on the sea”, wrote Hemingway giving life to the adventure and struggles of the old fisherman Santiago. It seems the Danes learned it centuries ago.

Some of them claim that they would feel depressed living away from the sea, others use to go to the harbor or the beaches around the city just to contemplate the landscape.

Coming from South America, I wondered what would be the heritage of the Vikings and their history sailing and conquering the world. There’s a boat on top of the main Lutheran Cathedral in the city centre, and all the symbols of the city are somehow connected to this relationship with the sea. …

About

Péricles Carvalho

Brazilian journalist currently based in Lisbon, Portugal. I write mainly in Portuguese, sometimes in English.

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